Saturno
(escrito entre jun/2012 e nov/2013)
Sendo ainda um mistério para o mundo
Decerto o de mais difícil domínio
Vejo-te escorrer em cada segundo
Trazendo-me espanto, pressa ou fascínio
Quando aliado, te faço fecundo
Quando inimigo, selo meu declínio
Dizem que és moeda, mas há um fundo?
Dizem nem mesmo seres retilíneo
Indiferente ao que de ti se faça
Irmão da justiça, imune a trapaça
Vibra em meu peito, minha mente ilumina
És a essência da vida que passa
Cura certeira p’ra qualquer desgraça
Testemunha eterna da arte divina
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