É aí que tudo persiste 
Quando atravessamos a rua 
E cada lasca de memória inoperante 
Se recupera entre blocos de concreto e o sol obstinadamente escaldante .

Partimos sempre de onde paramos.
As voltas, infindáveis voltas.

É aí que tudo se desfaz 
Quando num movimento cíclico 
Perfuro tuas memórias
Querendo delas o que é mais teu do que meu.

O gesto de reivindicar as mãos

Teu gesto de me dizer não

Você sempre parte

O tempo agora escapa
Retorcido

É preciso esvazia-lo.

O tempo esse outro, diluído entre o ponto de partida e o fim.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.