Empreendedorismo 4.0

Por Ricardo Voltan, com a colaboração de Mariana Alves

Notícias e estudos recentes apontam os jovens como os mais inovadores e, de certa forma, mais aptos para empreender. Isto porque espera-se deles a disrupção e soluções mirabolantes para resolver problemas cotidianos ou que ainda não foram criados.

Em meu dia a dia me deparo com muitos destes jovens ávidos por fazer a diferença não apenas em sua área de atuação como no mundo — quem sabe não farão?. O que não se pergunta quando um desses jovens cria um produto ou serviço é como irá manter o controle de toda a operação, como seu negócio irá caminhar, como as pessoas serão tratadas e todas as aplicações que gerenciar uma empresa traz.

Daí a resposta para boa parte das startups quebrarem antes dos primeiros cinco anos. Mas não apenas por isso. Uma pesquisa feita com mais de 300 alunos por uma Venture Capital revelou que 21,3% dos entrevistados desejam montar sua startup. Já 23,2% almejam trabalhar em uma. No Brasil, o Sebrae mostra que 36% dos jovens entre 18 e 34 anos buscam informações para abrir uma empresa ou já tiveram negócios ativos.

Entretanto, por que não dá certo? O principal destaque é a Universidade que não prepara os profissionais para o empreendedorismo e, muito menos, a família.

Agora, para chegar ao título do artigo o qual te prende até aqui, compartilho os estudos realizados pelo MIT e o ITIF (Information Technology and Innovation Foundation). Estes revelam que as startups de êxito são as concebidas e comandadas por profissionais com mais de 40 anos.

Isto acontece porque prezam pelo mix do time com profissionais de todas as faixas etárias — júnior e sênior. Essa troca de conhecimento e experiência é fundamental para tomadas de decisões mais assertivas e gestão estratégica.

Claro que não é regra. Mas a combinação de experiência e jovialidade é certeira quando os profissionais estão com o mesmo objetivo: ser feliz e encarar seu propósito de vida — seja empreendendo ou gerindo uma empresa consolidada.