Reclamem. E muito.

Esse texto, definitivamente, não era para sair depois de um jogo. Ainda mais depois de mais uma derrota em mais um Fla x Flu. Todos viram o jogo, então cada um com sua opinião sobre. Eu achei, mais uma vez, horrível. De ambos os lados. Parece que esse pessoal esqueceu o que é um Fla x Flu.

Mas o assunto agora é outro. Ontem, o FFC anunciou um "patrocínio" com a Universal Orlando Resorts, uma marca bem bacana para estampar nossa camisa. Claro que veio em seguida uma enxurrada de opiniões, contrárias e a favor, sobre as condições do "patrocínio". Eu, por exemplo, apelidei de permutrocínio. Logo após (ou antes, não lembro ao certo), surge uma fala do Presidente Pedro Abad:

"Talvez até mais importante que a premiação é o próprio título"

Talvez. Em seguida, surgem falas de jogadores afirmando que um zero a zero seria um bom resultado. De uma coisa não dá para reclamar: lá no clube, estão todos bem alinhados com a mediocridade.

Ontem, portanto, eu, particularmente, reclamei de tudo. Todas as notícias que li do FFC envolviam decisões, falas e acordos que eu não concordava. Pasmem: eu tenho esse direito. Não uso o Twitter profissionalmente. Aliás, não houvesse Fluminense na minha vida nem conta eu teria. Sempre que tenho tempo, me envolvo com o clube por meio dessa rede social. Ainda restam nela discussões sadias, mesmo que contrastantes.

Assim como eu, muitos reclamaram de tudo que leram ontem sobre o clube. E devem, assim como eu também, ter reclamado de praticamente todas as notícias desse mês. E do mês passado. Desde fevereiro, sei lá.

Aí eu pergunto: o Fluminense de hoje está dentro da normalidade? Qual é a normalidade do Fluminense para você? Disputando títulos? Jogando uma Libertadores atrás da outra? Formando craques? Ou formando jogadores para vender e pagar dívidas? Com projetos mirabolantes "para o futuro" e nenhum resultado prático? Freguês da Chapecoense? Sem ganhar um Fla x Flu no ano (e olha que foram muitos)?

Essa definição é de cada um. Cada um tem sua história com o clube, nenhum torcedor é igual. Mais: somos pessoas diferentes, uns mais otimistas, outros mais céticos. Uns reclamões, brigões, outros mais contidos. Cada um tem sua formação, seu leque de conhecimento. Uns entendem de finanças, outros são bons com leis. Eu sou jornalista e entendo de comunicação. Por isso, dou meus pitacos na área. Na minha visão, o Fluminense de hoje não é nem sombra do clube que eu escolhi torcer. O "meu Fluminense" disputa títulos, tem craques, me orgulha.

E não. "Preparar o clube para o futuro focando no pagamento de dívidas, em arrumar a casa" não justifica os resultados dos últimos anos. A casa continua desarrumada, as dívidas continuam aumentando e os resultados sumiram. Para Abad, o "planejamento de 2017 está dentro do esperado". Esperado por quem, presidente? Por você? Que dirige uma instituição que não é sua?

Imaginem um planejamento desses nas empresas de qualquer um dos membros da Flusócio. Duraria cinco anos?

Apelidei ontem os membros da Flusócio de senhores supremos do universo. Os que de tudo sabem e nunca erram. Que continuam nos tratando como idiotas. Que empurram qualquer parceria comercial, como a do Universal, goela abaixo como patrocínio master. O patrocínio master do Fluminense de hoje, amigo, não recebe um centavo e dura 22 dias.

Ah, mas pode ser promissor? Amigo, pensa um pouco se um resort em Orlando algum dia irá investir milhões por ano em um clube de futebol no Brasil.

Para finalizar, um breve resumo:

Reclamem. Muito. Eu continuarei. Não quero poder, nem quero tirar ninguém dele. Eu quero o meu Fluminense de volta. Pode ser com Flusócio, com FluQualquercoisa. E até esse momento chegar, amigo, eu vou reclamar.

Assim como é seu direito achar que está tudo bem no Fluminense de hoje.

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