O Whatsapp, a “classe média” e o mundo underground do conteúdo
Eden Wiedemann
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Olá Eden. Após descobri o seu post na web, me interessei pelo assunto abordado. Mesmo que isso fosse uma “lenda urbana do mundo digital” a história é fantástica do ponto de vista como fenômeno de Comunicação interativa mediada por um curador. O Galego “inventou” ou reinventou outra forma de compartilhar conteúdos curados e aproveitou para ganhar com isso. Claro que tem muito a ver com cases de marketing e economia colaborativa. No entanto, não deixa de ser algo “underground” por não utilizar as vias oficiais de empresas e provedores, nem conhecimentos acadêmicos ou tecnológicos de ponta. Pesquisei na web e encontrei um grupo mais “sofisticado”, sobre cinema, com site onde podemos assinar categorias para receber conteúdos. O que podemos chamar de “underground” do grupo é que toda a comunicação só pode ser feita textual, pelo WhatsApp. Mas eles respondem, dão assistência, orientam, enfim, são organizados. Mas não falam, não atendem telefone nem permitem outro tipo de interação que não seja pelo grupo. Fiz a “assinatura grátis” por 30 dias e venho acompanhando os posts. Há interação, colaboração e compartilhamento de informações toda hora (cerca de 300 postagens por dia, em apenas 1 categoria de cinema, num grupo que já tem mais de 80 pessoas). Após o primeiro mês grátis, deverei receber um boleto para pagar uma possível assinatura caso queria ter acesso a todas as categorias de cinema disponível no sistema e mais conteúdo. Seu artigo despertou minha curiosidade. Sou integrante de um grupo da pesquisa do Departamento de Mídias Digitais da Universidade Federal da Paraíba. Nós estudamos os fenômenos comunicacionais nas mídias digitais. Gostaria muito de saber se há outros grupos que fazem esse tipo de curadoria digital paga gerenciada ou mediada através da ferramenta WhatsApp, ou se você pode passar meu contato para que eu possa assinar o serviço do Galego e entender um pouco mais como funciona. Peço também a colaboração daqueles que aqui postaram seus comentários caso alguém saiba de novos grupos. Os comentários de vocês me deram muitas pistas para entender como vem funcionando esse fenômeno na rede do WhatsApp, ainda na sua fase embrionária. Valeu e parabéns pelo artigo investigativo.

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