Minha estrutura de projetos pessoais. Pipeline, projetos privados, badges e cloud.

Para você entender o motivo que estou escrevendo isso e a importância que isso tem para mim como profissional você precisa entender um pouco a minha história e aí sim vai entender o que eu poderia ter me tornado… um belo “tiozão” acomodado esperando a morte no TI.
Eu me formei no curso técnico de informática no ano de 2001. Durante o curso eu entreguei o meu primeiro sistema para um cliente, um controle de sorveteria que rodou na sorveteria do meu avô até o dia em que ele não podia mais instalar o Win XP, o sistema era em VB6 e a Microsoft entendeu que não precisaria mais dar suporte a esses sistemas, durante todos esses anos eu sempre ia até o escritório dele instalar novamente o sistema toda vez que o computador era formatado. Sim, o sistema fazia backup automático na rede dele.
Em 2002 iniciei a faculdade de ciência da computação. Tudo na área de tecnologia era tão novo que na época o MEC resolveu mudar o nome do meu curso para Análise de Sistemas, eu e meus colegas tivemos uma crise existencial, a crise passou quando ficamos sabendo que a grade não iria mudar em nada e começamos a ignorar o nome do curso. Em 2005 eu estava formado como analista de sistemas. Terminei meu curso entregando um artigo científico que foi publicado na RESI — Revista Eletrônica de Sistemas de Informação com o título de Aspectos gerais da aplicação de sistemas de informação na agropecuária, como poderia ser um título diferente? Um aluno criado em um sítio que não tinha nem linha telefônica passando na rua, estudando tecnologia e encantado com as opções que esse mundo poderia trazer.

Um pouco depois de formado eu fui para a capital do Rio de Janeiro trabalhar como analista júnior no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Durante os anos no Rio eu me tornei coordenador de projetos onde enfrentei o meu maior desafio. Na época do VB6 que rodava no estado inteiro em uma rede interna cheia de links privados (LPs) lentos e que uma comarca de São João de Meriti precisava fazer uma conexão cliente servidor com o banco de dados que estava em uma máquina na salinha do prédio do TJ eu desenvolvi o projeto de processo eletrônico do Rio de Janeiro. Que foi concluído com sucesso e deu prêmios ao TJ.
Nesse meio tempo, no meu tempo livre, eu sempre gostei de jogar vídeo game e desenvolver qualquer coisa vinculada a jogos.
Parei profissionalmente com o TI aos 30 anos para tentar ficar rico:
Melhor eu tentar agora do que chegar aos 80 dizendo “Ah se eu tivesse feito isso ou aquilo”
Abri uma importadora que até foi dando bem certo, mas no final, o lucro era apenas o que eu conseguia com sonegação de imposto, isso não é vida para mim e depois de fechar quatro CNPJs eu resolvi parar e voltar para o TI, nesses anos eu nunca realmente parei de programar, resolvi aprender Python, conselho do meu irmão.
Voltei para o mercado de trabalho agora casado e com outra cabeça trabalhando em uma agência. E eu vou te falar uma coisa, o que um setor público tem de lentidão uma agência de marketing tem de desorganização.
Vi que no interior a carreira não teria muito futuro e resolvi voltar para uma capital, dessa vez foi para SP onde fui trabalhar no projeto do Globo+ na Editora Globo. Conheci profissionais excepcionais aqui. Passado um tempo, hoje estou trabalhando na Juntos Somos Mais.
Depois de mais de 20 anos vivendo nesse meio eu tenho orgulho de poder mostrar tudo o que eu sou capaz de construir e espero que os conhecimentos que vou passar nesse post e nos próximos motivem vocês a não se acomodarem, a procurarem mais conhecimento diariamente.
Vou atualizando a lista abaixo conforme for publicado os novos posts:
