Olá, Ricardo.
Gabriel Ribeiro
1

Hoje estou bastante convencido, Gabriel, que está não é uma percepção minha, mas uma realidade embasada em fatos.

Obviamente, foi de um ser humano a criação e defesa de um sistema que previsse a busca da satisfação própria, e alguns colaboraram com seu ponto de vista. Isso aconteceu na transição do feudalismo para o capitalismo de mercado e foi impulsionado por quem já tinha seus interesses próprios garantidos, permitindo-lhes explorar quem nada tinha.

No entanto, desde os tempos remotos, antes da economia do mercado, numa economia de bens colaborativos, a natureza humana se revelava mais empática e propensa a divisão de recursos.

Isso não acontece hoje porque dividir recursos significa se excluir do modelo social: são poucas as oportunidades que temos de repartir sem esperar algo em troca. Mas quando o fazemos (e vc pode me contrariar, já que aqui especificamente estou falando de observações empíricas), nos sentimos bem.

Somos parte do organismo terrestre como um todo, parte um do outro e é isso que nos conecta. Somos seres sociais e a única coisa que nos descamba ao interesse próprio é a possibilidade de se dessocializar.

É aí que morre o mito da natureza humana como egoístas. E, claro, eu jamais me posicionei contra o que você disse sobre evolução como espécie: é claro que temos que evoluir, de dentro pra fora e de fora pra dentro. E somos nós que vamos nos tocar que o sistema econômico é falho, pra mudar isso. Não quer dizer, jamais, que temos uma natureza essencialmente egoísta.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Ricardo Cestari Junior’s story.