Um Dinossauro da Comunicação Chamado Zeca Camargo

O Roquero Zeca Camargo

Em crônica pedante e completamente desconexa com a atual configuração do mercado do entretenimento, Zeca Camargo brinca com a tragédia de Cristiano Araújo e mostra que não entendeu nada sobre comunicação na Era Digital.



Zeca Camargo não poderia ter sido mais falho em seu discurso disfarçado de crítica cultural, e por um motivo simples: ele não evoluiu como comunicador, como alguém que trabalha com entretenimento, cultura e até com… arte (guardadas as devidas proporções).

A resposta de mais um dinossauro dos veículos de comunicação. Para o Zeca e outros que compartilham de seu “pensamento crítico”, referência cultural forte é aquela que quebra a barreira da mídia segmentada e ganha os palcos da mídia de massa (isso porque Cristiano Araújo já esteve em diversos programas da Globo).

Pior do que acreditar que tudo que é feito para a massa é ruim (e em várias vezes, isso é real), é acreditar que tudo que não alcança a massa é ruim. E esse tipo de pensamento vem de alguém tão engessado que não acredita que o talento possa renascer em um mundo onde a comunicação é pulverizada.

O Zeca Camargo acredita que não é possível nascer outro músico com o talento de Michael Jackson. Outro brasileiro com o brilhantismo de Ayrton Senna nas pistas. Outra banda de rock tão carismática quanto os Mamonas Assassinas, e a lista se extenderia muito se eu continuasse.

O Zeca não sabe que pessoas de talentos semelhantes existem. Seu mundo se restringe ao que vê pela janelinha da mídia de massa.

O Zeca não sabe que sucesso não é mais chegar na TV. Parece que esqueceu que muito do que está na TV no horário nobre é feito por e para dinheiro e poder. O Zeca acha que Internet é lixão! Que é terra de ninguém. Que ninguém pode fazer sucesso estando somente ali. O Zeca acha que um artista que lota shows no interior do país, mas não em grandes capitais, não tem gabarito para ser celebrado pela cultura do fã. Pra ele, o fanatismo é bom! Desde que seja com alguém que foi celebrado pela mídia de massa.

Não vou nem entrar no paralelo que o Zeca fez com os livros de colorir. Um jornalista se prestar a fazer esse tipo de comparação já é motivo suficiente de piada.

Você, amigo que trabalha em comunicação: você conhece algum Zeca Camargo? Tá cheio deles aí. Toma cuidado.

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