Também acho que não. E acho que esse é o grande tom da economia colaborativa: ela não é sobre comunidades, não é sobre redução no consumo nem sobre compartilhamento de coisas.
A economia colaborativa, como está sendo empregada, é simplesmente a mudança na oferta de produtos para a oferta de serviços. A ideia é o indivíduo não ter mais posse da propriedade (de aparelho de filtro de água a carros), mas se utilizar dos serviços prestados pelas empresas pra solucionar o problemas do dia a dia (seja água limpa ou transporte privado).
Já viu os casos de gente que passam uma boa temporada morando em locais alugados no AirBnb? http://techcrunch.com/2014/10/03/airbnb-lifestyle-the-rise-of-the-hipster-nomad/
Ou seja, se fala de um estilo de vida em que o sujeito não precisa ter o bem (casa/apartamento). Ele aluga por um tempo. Legal, bacana para situações temporárias. Mas viver assim? É ridículo. E, se colocar o capitalismo nesse jogada, fica escroto. Porque alguém alugou, alguém era dono da casa/apto. Alguém detinha a propriedade e lucrou com isso, aquele bem não era comunitário. E quem pôs os dois em contato também lucrou. É o capitalismo elevado às alturas. Saem imobiliárias, entra AirBnb. Pouco mudou.