A Grande Farsa Que Me Tornei

Ontem eu ouvi de uma mulher, que eu tinha traços de uma pessoa psicopata; o que a principio deveria me chatear, do contrário não me espantou. Tenho tido sentimentos narcisistas a cada dia que passa, tenho tido menos empatia com os problemas e situações em que as pessoas se encontram, é como se o mundo girasse em torno do meu umbigo.

Acontece que nem sempre eu fui assim, eu era um homem bom, com sonhos simples, uma faculdade, um bom emprego, uma família de subúrbio (acho que todo homem, em dado momento sonha, em constituir família), porém devido a tantas negativas que a vida me ofereceu, algumas por escolhas erradas e outras porque foram sacana me tornei esse homem que olho no espelho e não me reconheço e pergunto ao dono das horas, senhor do mundo: O Tempo

Tempo! Tempo!
Que fazes com meu rosto?
Para já com isso!
Causas-me desgosto!
Já não me reconheço
Nem sou mais do mesmo
Que fizeste comigo?
Pensei-te como amigo
Agora queres me levar
Sei lá para qual lugar!
Tudo que fazes
É guiar-me apressado
Ao meu destino:
O outro lado. (Esta poesia não é minha, achei vagando por aí, mas disse tanto a mim)

É tido como certo, pelos psicólogos que maturidade nada tem haver com idade, e sim com as experiencias que a vida nos impõe. E apesar dos meus 29 anos tão bem vividos e sobrevividos, eu me tornei uma farsa. Cópia da original, cópia dos meus sentimentos, cópia de mim mesmo.

Mulheres me marcaram com uma dor inexplicável, mulheres me deixaram sem me compreender, costumo a me comparar a Mr. Jekyll e Mr. Hyde, onde o monstro se torna maior que o médico seu criador, hoje, eu me torno nada mais nada menos que uma cópia, onde não me reconheço, cópia de mim mesmo, eu nada sou se não, a grande farsa na qual me tornei…

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