Nunca fui de reparar e de tanto não procurar te encontrei você irradiava luz até por esse réu de teus cabelos.
 Você trazia calma até por esses olhos revoltos e desejo por esses lábios constantemente vermelhos nas fotos de perfil minha alma que era um tanto pueril nessas tantas loucas madrugadas onde você, sem saber, me curava de todas as bobagens que cometi.

Eu olho pra ti como se fosse encontrar algumas respostas nessas tuas fofas bochechas congeladas pela fotografia ou nesse queixo fino tuas cheganças repentinas me arrancam os mais bobos sorrisos inocentes e sinceros e vejo que és um sortilégio nessa minha vida curta e insegura, o arqueamento de tuas sobrancelhas em contraste com os olhos pequenos me intimidam e tuas narinas empinadas indicam que és mais do que parece
 como se eu não soubesse.

E tua calma… tua forma… tua fala… tuas curvas… todas as partes de ti me mudam esmaecem o ruim de mim mesmo que por apenas nanos segundos eu vivia numa eterna agonia mas você me trouxe a paz algo que eu não tinha e devagar, infiltrou em mim essa essência, com paciência arrumou o que faltava no meu lar

Então me desculpe se não conseguir rimar e me calar, mas é que desde você eu passei a viver.

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