são paulo

Ela não para.

Ela brilha, dança e grita.

Na toada do caos, ela segue o carnaval.

Entre luxúria e cegueira, entre o éden de vidro e a senzala com vista de castelo, ela não para.

Aqueles que trepam com ela nas luzes, contam como ela é incansável, poderosa, sem limites e como ela só sobrevive por causa de cada um deles.

Já os que a amam no escuro, cantam mais do que contam. Cada nota, cada letra, é uma ode, uma declaração a ela.

Admirando-a das suas janelas, navegam pelo ódio, medo, desespero, para finalmente aportar na esperança.

Na esperança de que um dia não precisem mais de esperança.

De que um dia ela apague e só volte a brilhar quando todos a amarem nua e crua.

Para que ela não fique molhada só por causa da garoa, mas do suor de todos.

Todos.

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