Eu queria te abraçar, te mostrar que estou contigo, dizer que tudo vai melhorar e que um dia a calmaria estará conosco.

Também queria lhe demonstrar como é bonito o que sinto e como esse tipo de sentimento é transformador, como ele consegue transformar uma alma solitária ou um ambiente cheio de tristeza.

Queria compartilhar contigo aquelas coisas simples que me fazem sorrir em um dia comum, como o sorriso no rosto do cobrador do 1721–10 ou um pássaro andando distraidamente na rua da minha casa, talvez até lhe dedicaria uma música bem clichê, como “O último romance” do Los Hermanos, que provavelmente você nem goste.

É claro que alguns momentos seriam de caos, porque toda minha intensidade me faz agir algumas vezes por impulso e a minha necessidade de estar próximo talvez te incomodasse naqueles dias em que nós só queremos ficar sozinhos. Mas no geral, eu sou uma boa companhia, costumo saber o que dizer nas horas certas e até o momento em que o silêncio é bem vindo.

Quem sabe numa próxima vez, só não espere que alguém tome o lugar que eu, sem lhe consultar, guardei para você.

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