olhando a lua,
Analua minha atenção está.
apesar da ausência de cor, no branco manchado,
meus sonhos vislumbro.
os pingos brilhantes perdidos na penumbra e ela…
a iluminada que só sabe me iluminar.
Analua, anseio por seu rosto ver.
em meus braços segurar a enchente fluvial que desemboca de seu inocente olhar.
guardar-te intocável em meus olhos para sempre
e todas as noites tecer louvores a todas as divindades pela tua frágil, mas grandiosa existência enquanto, inclinado sob teu corpo sonolento, beijo tua doce testa em promessa de ser teu fiel sentinela.
Analua, venha até mim em sonho e leve ao teu etéreo assento meus anseios.
os resquícios daquela silhueta jogue fora.
não demores a chegar, sei bem que o esquecimento reside na memória.
“por que você não sai de trás da nuvem?
pro mar ficar mais lindo, só falta você!
a minha alma fica mais tranquila,
a vida harmoniza quando vejo você.
e hoje eu caminhei a praia inteira
com os pés na areia, coração em alto mar…
lembrar você me faz pensar besteira
vida é brisa passageira, não deixa passar…
lembrar você me faz pensar besteira
praia brava, lua cheia.
cadê Analua?”
