Desculpas

Essa singela palavrinha 
De sabido poder decrescente 
Porém dotada de enorme significado 
Quando usada propriamente

Antes de tudo devo me desculpar 
Por tantas vezes a repetir
É que não suporto a dor 
De te fazer cessar o sorrir

Sei que já não a suporta mais
Mas peço que me permita
Fazer mais uma vez
Indevido uso da bendita


Me desculpe, por não ser sempre como você espera 
Me desculpe, por todas as vezes onde me faltou paciência 
Ou quando sobrou insistência e insensibilidade 
Me desculpe, também, pelas vezes, onde reinou a voz áspera

Me desculpe, pelas vezes que não pude estar ao seu lado 
Quando esse devia ser 
O único dos lugares 
Onde poderia pensar em estar

Também me desculpe pelas pequenas coisas 
Um sono perdido 
Um lanche não comprado 
Uma espera em vão 
Ou um simples não

Prometo ser o último 
Mas devo lhe implorar mais um perdão 
Mesmo que seja 
Por todas as vezes 
Onde sequer tive culpa

Aliás, não me desculpe por tudo 
Não conseguiria ser perdoado 
Por te amar tanto assim 
Por me importar tanto contigo 
Mas são coisas que faço
Sem sentir qualquer culpa