COMPETIÇÃO

Uma pessoa querida uma vez me disse que, desde que começou a meditar e trabalhar sua espiritualidade, parou de ver jogos de futebol ou qualquer outra competição esportiva. Porque para ter um ganhador, todos os demais são perdedores. Para ter uma pessoa feliz no pódio, tantas outras ficam tristes.

No começo estranhei o conceito, mas na convivência com ele fui percebendo que faz todo o sentido… desde a época da escola, os alunos que são bons esportistas e melhores do que os outros se destacam e são estimulados pelos professores de educação física. Os demais vão sendo deixados de lado nas divisões de times, pois os melhores só querem os melhores ao seu lado, pois querem ganhar. Isso é estranhamente estimulado pelos professores, se não abertamente, através de seu silêncio quando isso acontece. Não se vê um estímulo adicional aos que têm maior dificuldade nos esportes e as escolas e a vida trabalham incansavelmente o conceito de medalhas e troféus, competitividade e disputa.

Nem todos serão bons em tudo e obviamente os professores deveriam aproveitar estes momentos para trabalhar a aceitação e a empatia pelo outro. Mostrar que aquele que tem uma facilidade pode ensinar o outro, não para que este fique melhor do que o outro, mas para que entenda desde cedo que a diferença soma, não separa.