A real descoberta do viajante não são as novas terras, mas sim o prisma por onde passa o olhar. Desta vez na África. Um mês em terras Africana olhando na ótica da School of Mission não para falar de religião, mas sobre praticar o amor, aqui estou a falar do amor ágape aquele que é plural e global. Mas porque África? Não é por acaso, com certeza.

Poderia ser em qualquer outro lugar, mas Deus me reservou um lugar entre pessoas especiais empreendedoras na arte de amar, que carregam propósitos, com os quais eu poderia estabelecer conexão, para reconhecer os ingredientes me dado por Ele e viver sua trajetória num novo ciclo. Ele como sempre sabe de minhas necessidades. Mesmo que a minha cegueira me deixa na escuridão, Ele com sua luz resplandecente ilumina e me move para os seus propósitos.

Mas, confesso, não esperava que as experiências com Deus naquele lugar fossem tão intensas. Não imaginava que naquela terra com tantas oposições, o encontro
com Ele alí fosse assim tão real. Sim eu disse real e, com certeza Ele estava lá, e ainda está da mesma forma que Ele está aqui porque ele está em todas as dimensões.

The School of Mission está projetada para preparar os jovens numa experiência
dinâmica para entender como Deus trabalha em nossas vidas. Voltada àqueles que queiram dedicar um tempo em experiências com o evangelho e, que buscam conhecer a palavra para o entendimento do mover de Deus, como agir e obedecer o que Deus diz.

Um tempo de oportunidade para experimentar o trabalho para com o outro, usando
as competências e habilidades dados por Deus para servir. A escola carrega o lema Empreenda Amor e tem valores como: Impactar - Experimentar -Servir - qual é a nossa parte no Reino de Deus e, como fazer isso da melhor forma possível. Tudo muito bem organizado por pessoas comprometidas com trabalho sacerdotal e a construção de
um mundo justo com mais amor.

Na África conheci uma realidade muito diferente da vida que levamos. As conexões
que Deus quer não são compatíveis com uma vida moderna. Com Ele tudo pode ser muito simples e sem luxo.

Ainda tenho na memória a imagem das crianças correndo para um abraço, algo tão
simples que lá faz a diferença. Aqui à distância ainda os vejo com aquele brilho nos olhos
quando eram recepcionados no centro de convivência, e na nossa chegada aos orfanatos quando nós os abraçavamos. Eles carecem de muito mais, por isso convido a todos a um olhar na ótica do amor não só para os necessitados da África,
mas esses que estão próximos de nós, mais fácil de alcançá-los para doar o amor que está guardado no coração.

Me emocionei muitas vezes aprendendo a arte de evangelizar alí na presença do
espírito Santo para falar do amor de Jesus ao ar livre e sentir as emoções refletir do
outro lado, um tom de esperança. Se você tem amor para compartilhar, será um
bom lugar para você.

Não há como explicar em palavras esse sentimento. Mas você também pode experimentar e sentir essas emoções. É de um enriquecimento muito grande e, um importante ganho no crescimento pessoal.

Eu tive vivências intensas, foi um tempo de descobrimento, de encontros, de conexões importantes para um recomeço. Ali ouvindo a palavra que fluía no espírito,
me descobrindo e entendendo o meu ser, quem eu sou verdadeiramente. O que Deus tem reservado para mim. O que ele quer que eu viva em um lugar particular na terra, na presença de dEle, semeando a palavra ali semeada. Aqui ainda estou buscando mais.

Deus usou as pessoas que estavam alí para que eu tenha propósitos maiores. Agora eu começo a entender porque Deus me conduziu até a África. Não foi mesmo por acaso. Era a promessa que já estava na linha do tempo para eu reconhecer, alinhar e viver num modelo sacerdotal neste novo ciclo.

Foram dias gloriosos com pessoas especiais, com muitas bênçãos. Em outra hora
posso contar mais sobre os trabalhos da missão por onde passamos e o calor humano das pessoas com quem somamos as experiências em ( Joanesburgo, Limpopo (Modimolle) Richard Bay, Gaborone (Botswana). Uma experiência que eu desejo a todos.