Movimento

Em qualquer cidade “maiorzinha” um problema é comum: estacionar no centro. Vaga é bicho em extinção e estacionamento privado é artigo de luxo. Mas, quando você consegue colocar o carro em algum lugar, na rua, especialmente, basta olhar pela janela e ver o mundo num constante gerúndio. Todos fazendo, tentando, correndo, clicando… Tudo é movimento.

Não sei você, mas já fiquei incomodado com aqueles segundos em que desacelero um pouco, nem que seja só pra respirar fundo, ainda dentro do carro, ou quando me dou conta que estava olhando fixo em um ponto, mas com a cabeça longe, enquanto todo o resto está acelerado ao meu redor.

Parece ser estranho parar, por mais que você queira. Tudo parece conspirar para uma vida em full speed. Acontece que, assim como você não pode dirigir sem nunca estacionar, não da pra viver sem reduzir um pouco. Apesar de “estranho”, é necessário. Colocar as ideias no lugar, ver em que ponto a sua vida está, reavaliar planos, traçar metas, até chorar, quem sabe… O que importa é que as pausas são fundamentais.

Claro que às vezes é difícil sentir-se num ritmo diferente de quem está ao seu redor, mas isso não mata. Pelo contrário, esse processo, quando vivido adequadamente, ou seja, quando você não se deixa levar pela pausa, é incrível para viver descobertas pessoais. Se a vida é movimento, como escreveu Zack Magiezi, parar é mais uma etapa.

Talvez seja a hora de olhar um pouco para que eu sou e quem você é. Ver que é a hora de fazer uma limpeza nos papeis da sua vida ou limpar as prateleiras da mente. Deixar que o estacionamento nos traga lições e a pausa inspire bons frutos.

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