Meu “feliz natal” pra quem está na merda
Nádia
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Sinto as pessoas extremamente sufocadas no mês de dezembro (esse ano até eu me senti um pouco, embora tenha me livrado de certas coisas). Para quase todos os lados ouvi pessoas reclamando das reuniões familiares, confraternizações de trabalho e amigos secretos com quem não gostamos etc. Uma espécie de faca no pescoço para estar nesses eventos, para comprar presentes e para estar “feliz”.

Para mim, é mais um feriado. Visto que minha mãe sempre detestou e nunca acreditei em papai noel. Sinto muito por quem tem q passar por essa pressão, por quem está doente e tem que ouvir: “nossa, mas você tem família, amigos, comida na mesa e tanta gente lá fora que não tem nada.”

Não consigo imaginar passar por esse corredor polonês de felicidade artificial estando com depressão. Penso que deve ser bem difícil. Mas espero que como você, Nádia, todos consigam melhorar. E meu desejo é que cada um consiga se libertar dessa obrigação e possam fazer o que bem entenderem nesse feriado da “felicidade universal”.