Feliz todo dia!

Porque amor próprio também é resistência.

Meu bem, hoje é nosso dia.
Assim como em todos os outros, aprendo que a melhor parte disso tudo é estarmos em direto contato conosco.
Todos os dias eu acordo com a impressão que não repousei. Todos os dias serão corridos e tensos. Todos os dias eu chegarei em casa e pensarei nas mil e um prioridades e pendências que tenho guardadas na gaveta do insconsciente.
Todas as noites serão longas. E as manhãs também.
Percebe, meu bem, que a dor de estar só e caminhando já é suficiente ao meu apertado relógio? Percebe que a vida real não nos permite sonhar com horas de cavalgada rumo ao encontro do pseudo amor das nossas vidas?
Percebe que minha rotina caminha tão apressada que, algumas vezes, até me esqueço pelo caminho.

Você pode reparar pela roupa amassada, pela pele judiada, pela falta de serenidade no olhar ou, ainda, pelo número de cigarros que repousam em meus lábios.

Hoje me dói ver que o tempo caleja a sensibilidade. Me dói perceber que não acredito mais em fadas e sei que meu príncipe encantado metamorfoseou-se em livros empilhados que falam de uma série de normas e condutas que, na verdade, ninguém liga ou que nem deveriam ser levadas tão a sério mesmo. Não nos dizem nada de qualquer forma.

Me dói, realmente, perceber que ando depressa, mas estou forte, muito forte, e plena, completa em meio a tantas ausências e silêncios.

Ao passo que me dói, também me alegra ver, meu bem, que esse meu coração tão cheio — tão cheio de amanhã — aprendeu a viver cada instante e entendeu que eu não posso ser o amor da sua vida, pois já o sou o da minha.

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