Diagnóstico da Pós Modernidade

O consumo e a globalização proporcionaram uma maior complexidade nas relações humanas. Ao mesmo tempo que a miséria obteve uma significativa melhora (pois um pobre hoje queira ou não vive melhor que um pobre do início do século XX),a informação sendo mais democratizada é muito mais fácil de ser acessada além da maior possibilidade de consumo às classes mais baixas.

Entretanto, como antítese as relações se tornaram mais descartáveis e acontece aquilo que o autor Zygmunt Bauman aborda na sua obra ‘’Amor Líquido’’. Outro fator que merece ser salientado é a consequente desvalorização e ‘’profanação’’ da arte e da alta cultura o que é caminho quando se adota uma postura de massa e compactada.

Diante da extrema rapidez do próprio mundo e sua alta complexidade de se assume, o homem se encontra em parafusos. Homens e mulheres em seus relacionamentos se tornam inimigos, ambos se culpam de forma sem fim repudiando-se um ao outro.

O homem da pós modernidade é o que vive as maiores contradições que se pode constatar. Ele conhece o mundo todo sem sair do quarto mas não dá volta no canteiro do seu bairro. Ele tem amigos virtuais mas age como um antissocial, é um bem sucedido profissionalmente mas gasta metade do seu salário em medicamentos antidepressivos e tarja preta. A mulher se torna bruta e envilecida e o homem alguém sem vigor e que chora por qualquer coisa.

No final chegamos a conclusão de que: a pós modernidade aposta numa formatação hedonista da vida e do próprio ser, resultando numa predominante aparência que se sobrepõe ao ser (ter e não ser), inversão de valores e o descontrole. Algo que chamaríamos de “Sociedade do Espetáculo”, como denominaria o autor francês Guy Debord.