O Homem Perfeito

Ela era o tipo que usava Diu, mulher poderosa. Dizia que os direitos são iguais e por isso mesmo ela devia se cuidar. Desde de menina se destacou em tudo, com menos de trinta anos já era rica e independente, e claro, era linda. Por isso mesmo não encontrava alguém a sua altura, dizia que homem era feito para agregar e não dividir. Uma vez viu uma repórter da Globo dizendo que “o meu é meu, o dele é nosso”, se identificou na hora.

Sempre reclamava que os homens bonitos eram burros e pobres, e os ricos eram feios e nerds. E se existisse algum homem ideal, alguém já tinha tomada dela, já era casado e feliz. Mesmo nunca tendo se relacionado com um homem perfeito, jurava que ele existia dentro de uma família linda.

O tempo passou, e como ele passa rápido, chegou o momento de desespero e acabou topando conhecer um amigo de uma amiga. Ele era gordinho, menino e ganhava mal, mas as amigas diziam que ele era muito legal. Resolveu dar uma chance.

Na primeira noite que ele dormiu na sua casa foi um desastre, era péssimo de cama. Ela resolveu ser resiliente, iria ser diferente desta vez. Depois de dois de namoro ela resolveu casar, disse que não iria esperar mais, marcou a data, fez tudo que sempre sonhou. A família e amigas ficaram o ano inteiro naquela função. Marcaram a data para maio, alugaram uma catedral e o melhor salão de festas da cidade. Ele claro, não pagou nada, mas tudo bem, pensava.

Faltando dois meses para o casamento ele pediu para conversar, ela despreocupada foi até ele. Ele estava com uma cara triste, destas de filme B. Ele disse que era muito novo, que não queria que fosse assim, falou que tinha conhecido uma menina que era mais a cara dele. Uma pessoa simples e fácil de lidar.

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