Cinema

Somos narrativas singulares dentro de um enredo divinamente bem escrito. E todo dia ganhamos um novo capitulo nessa narrativa cinematográfica, inclusive, é isto que nos faz ser sempre uma estreia.

Cada filme traz uma história única, com sua própria trilha sonora, com seu tipo de fotografia, cenários peculiares, figurantes, coadjuvante, protagonistas e muitos improvisos. Cada história tem uma mistura de gêneros: Há dias que serão uma animação, outros dramas. Há dias que serão comédia romântica com aventuras, e outros Documentários e biografias. Há dias que será clássico que e trará surpresas bonitas e sentimentos vintage, enquanto outros serão com sabor de fantasia dos sonhos. Tudo vai depender do momento que se está vivendo.

Nesse roteiro que nos é entregue antes de entrarmos em cena, podemos fazer ajustes, melhorando o discurso e refazendo alguns passos — se reinventar. Porém, ainda assim, por mais que existam certas mudanças, não somos os responsáveis pelo acontecimento das próximas cenas, afinal, as páginas são escritas diariamente sem percebermos por uma direção divina. Inclusive, antes de sermos escalados para o nosso filme favorito, tivemos que passar por um teste rigoroso de elenco, mas no fim dessa corrida, cá estamos: vencedores. Ou seja, não somos os protagonistas desse filme singular á toa.

Assim como todo filme, nossa produção também pode atrasar para acontecer, para estrear e também para chegar a ser sucesso de bilheteria — também somos obras do acaso. Não é sempre que nossas estreias serão uma festa, mas com certeza, será um sucesso para plural que temos do lado de dentro. Além disso, enquanto estivermos em cartaz, será preciso saber lidar com o público, porque poucos realmente gostam, muitos vão criticar sem conhecer e uma minoria especial vai nos favoritar na vida. Afinal, além de nós, são raros os que vão aplaudir o nosso sucesso de pé.

Somos como os filmes: temos um enredo particular com o roteiro aberto ao improviso e toda imperfeição; não agrada a todos — ainda bem.

Somos uma arte colorida de vida, tentando fazer a felicidade ser rotina.

Robert Sampaio

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