Seu templo interior.

Quando eu tinha 10 anos, fiz uma viagem para a Espanha e Portugal com minha família. A viagem foi demais, mas tem uma coisa que ficou gravada na minha memória até hoje — o teto de uma igreja.
Me lembro bem de entrar na igreja, olhar para cima e ver um afresco de um monte de bebes caindo para o inferno. Meio assustado perguntei para o meu pai porque os bebes estavam indo para o inferno, ele me disse que era porque não tinham sido batizados. Não vou dizer que isso me traumatizou porque estaria mentindo, mas eu, que como criança já achava chato ir à igreja, arranjei mais um motivo para não gostar.
Daí pra frente nunca fui ligado à religião, espiritualidade e nada disso e por muito tempo argumentava contra até que fiquei na neutralidade. A religião ali e eu aqui. Quanto à espiritualidade, vejo como uma coisa muito interessante e separada de religião e o sobrenatural, mas isso fica para outro dia.
Na sexta passada fui encontrar uma amiga que mora pertinho de uma igreja. Como cheguei um pouco cedo e ela não estava, resolvi entrar na paróquia, curioso para ver o que viria.
Lá dentro, haviam alguma pessoas orando em um canto e outras simplesmente fazendo suas preces e suplícios em silêncio. Comecei a refletir e me perguntar o que atraia as pessoas a esses lugares de adoração. Uma coisa, claro, é a fé. As pessoas vão para fazerem seus pedidos, mas acho que existe um outro elemento.
No silêncio, parece que tudo que está na nossa cabeça fica mais alto. Então se estamos preocupados, a preocupação parece aumentar e nossos pensamentos inseguros parecem se multiplicar. Se estamos sem muita coisa na cabeça e em paz, essa sensação também parece aumentar. Como em um estado meditativo.
Agora, o mais legal disso tudo é que a experiência toda é criada dentro de nós e quanto mais a gente explora e percebe isso mais a gente percebe que não precisa ir à igreja para sentir a paz, é só notar quando ela aparece.
Não estou dizendo aqui para ir mais ou menos pra igreja. Só estou dizendo que a paz que sentimos existe dentro de nós e não da igreja. Isso significa que a carregamos o tempo todo, o que pra mim pelo menos, é demais.
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Abração,
Robin.
