O Discreto

Se a cólera que espuma, a dor que mora
No armário, onde cada ilusão que nasce
Tudo o que punge, tudo o que devora
A viadagem, no rosto se estampasse;

Se se pudesse, o espírito que chora,
Ver através da masculinidade
Quanto macho que me intimida agora
me bate, então piedade me causasse !

Quanto macho por aí que está casado
Guarda um atroz desejo: dar o rabo !
Como invisível bicha mui pintosa

Quanto discreto por aí existe
Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros sigilosa !

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