Profissão Psicólogo — Parte 2
“Eu conseguia sentir seu suspiro gelado, era como se uma brisa de morte tocasse a superfície da minha pele.”
Não sei se estou delirando, se estou sonhando ou se estou acordada. Mas sinto minha cabeça doer muito como se facas estivessem no meu cérebro. Esse foi o pensamento de Katarina ao acordar, ela estava tonta com a visão turva, sem sequer saber direito o que havia acontecido. Além disso, estava se sentindo enjoada, com muita vontade de vomitar, como se tivesse almoçado algo fora do prazo de validade.
Katarina podia ouvir o resto de uma voz, que vinha repetindo uma frase e se aproximando, quase como um eco que entrava no seu pensamento, ficou ouvindo e ouvindo até que finalmente pode entender a frase: “Olá minha princesa, finalmente você acordou”. Foi nesse momento que ela ficou congelada, o suor correu pelo seu corpo, e uma lágrima caiu do seu olho. Ela por um segundo pode ter uma visão clara do que estava acontecendo.
Um sentimento de pânico tomou conta dela, pois sabia que aquela era a pior situação possível, e que agora só tinha mais algumas horas de vida. Katarina estava completamente amarrada, sua boca estava amordaçada, seu pé agora descalço estava preso a maca, ela não conseguia se mexer nem que sua vida dependesse disso.
Ela lutava muito para tentar reconhecer algo familiar, as paredes brancas, o teto branco com uma forte luz e um balcão de enfermagem, nada disso parecia com nenhum lugar que ela já tenha visitado algum dia. Ela sabia que estava em um ambiente hostil, sabia que tinha entrado na toca do inimigo.
Ela finalmente conseguiu reconhecer aquela voz, sabia quem estava falando aquelas palavras. Além da voz pode reconhecer também o perfume, o último perfume que tinha sentido antes de apagar. Mas apesar de tudo isso, o que mais assustou ela, era o cheiro do ambiente, tinha deixado de ser de sache e passou a ser de sangue…
Continua…