A desigualdade social e os pontos de interesse do Pokemon Go
Mais uma matéria do Nexo super antenada com o momento, mostrando como é a distribuição dos pontos de interesse do Pokemon Go e como isso é desigual.
Ao ler a matéria fica claro que ela praticamente espelha o que é de fato o retrato da cidade, ou até mesmo da sociedade.
Para ser um ponto de interesse do Pokemon Go é necessário que a área seja bastante adensada, que haja uma grande quantidade de jogadores nas redondezas, mas qual a notícia ruim? Essas informações não são atualizadas, esses dados foram pegos de um outro jogo, não sei exatamente qual o ano, mas isso faz toda a diferença, haja vista que o estrato social em países emergentes como o Brasil muda numa velocidade impressionante, então 3, 4 ou 5 anos já é suficiente para se perder a referência do que é interessante ou não, do que é denso ou não, ou mesmo da quantidade de potenciais jogadores.
Como a moda do Pokemon Go começou pelos EUA e em cidades cosmopolitas como Nova Iorque, era quase certo que nossas elites abraçariam o game com toda paixão possível, isso é cult, e os pontos de interesse do jogo estão justamente nos bairros nobres, como você circula pela cidade não é tão importante, mas sim onde você se insere na sociedade para ter mais chances de capturar mais e mais Pokemons.
As sugestões para democratizar os pontos de interesse do Pokemon Go feitas pelo Nexo nada mais é do que uma forma de aumentar mais ainda a já incrível quantidade usuários, de integrar de fato os vários estratos sociais, de movimentar negócios em torno do jogo, parece chato transformar tudo em política? É parece, mas pior é você achar que as coisas são decididas sem envolver a política, daí elas continuam sendo decididas e sem sua participação.
Recomendo a leitura.