Vida longa à Beyoncé

“Beyoncé? Como eu poderia descrever Beyoncé?”

É a aniversariante do dia! Aquela que pra muitos é sinônimo de collants bem ajustados, bate cabelo e features com Jay-Z. Ela é tudo isso sim. Mas ela não é só isso. Até porque tentar se garantir na indústria da música internacional apenas com “lacração” até dá — como a gente vê por aí — mas de um jeito muito mais inconsistente e raso. A diferença dela pra outros artistas é que a receita da sua arte tem muito mais recheio. E isso é inspirador.

Beyoncé tem o fator X, Y e Z.

A Beyoncé que eu conheço atinge notas inalcançáveis por um ser humano e faz parecer tão simples quanto respirar — isso não é só dom porque talento não se sustenta sem disciplina e estudo. A Beyoncé que ganharia meu voto pra qualquer eleição é aquela que levanta bandeiras importantes hoje — olha como o movimento negro ficou mais forte depois de Lemonade! — e até quando fazia parte do Destiny’s Child, o grupo que a lançou para o mundo — Survivor e Independent Woman são feminismo puro.

A Beyoncé que me motiva começou assessorada pelo pai, mas foi ganhando a sua independência aos poucos até tomar as rédeas da sua carreira e hoje não espera alguém dizer a ela o que fazer. A Beyoncé que me inspira se supera a cada novo projeto. Não por sorte, mas porque está sempre pensando no próximo passo de um jeito estratégico e bem planejado. Esse é o segredo de quem se mantém no topo. Ah! E me inspira também porque a sua arte tem propósito até nos mínimos detalhes.

A Beyoncé que me espanta não se deixa vencer facilmente: ela fez um show (FODA!) fantástico no Festival Glastonbury no começo da gravidez da menina Azul com crises de enjoo e vômitos nos intervalos. A Beyoncé que tem a minha admiração é aquela que deixa o seu legado ser maior do que a sua vida pessoal, e não o contrário (ela escolhe o que é que a gente vai saber sobre ela, e não deixa esse serviço com os tabloides). A Beyoncé que ganha o meu dinheiro com seus álbuns há mais de 10 anos é aquela que entrega ao vivo a mesma coisa que faz no estúdio: (en)canta de verdade!

Se cada pessoa tentasse ser um pouco Beyoncé dentro do seu próprio universo, o mundo seria um lugar melhor. Eu tento, e consigo de vez em quando!

Ela merece sim ser o assunto do meu texto de estreia no Medium. E se depois de tudo isso alguém me pedisse para apresentar a Beyoncé com uma música, eu não tocaria seus hits de maior sucesso, escolheria uma música que muita gente da minha bolha social ainda não ouviu na voz dela, (e nem na voz da Etta James, a cantora original da faixa).

Pra mim é uma de suas melhores performances de estúdio (a voz no seu melhor momento e afinação) e o jeito que eu encontrei pra dizer: “Vida longa à Beyoncé!”