Como a vida nos surpreende…

Se o amor é isso…
Sinto falta da época em que era apenas uma utopia.

Se amor é isso…
Creio que devo focar no oposto, pelo menos até as coisas se estabilizarem.


— O que aprendeu com isso?
Aprendi que, de certo modo, posso sentir…
Sentir coisas que já havia me convencido que nunca às sentiria; primeiro, por não acreditar nestas abstrações, segundo, por acreditar demais em mim.

— E agora, acredita nestas abstrações? Parou de acreditar em si?
Sou um pouco orgulhoso, não “dou braço à torcer”, ( — não leve a mal, todo mundo tem um pouquinho disso). Mas confesso que estas abstrações estão me consumindo de tal forma, que já nem sei mais quem realmente sou.
Como acreditar em algo que não se conhece mais? ( — ou nunca se conheceu de verdade?)
Ta difícil. A mente pesa e o peito aperta…
( — olha que coisa mirabolante, “mente pesa e peito aperta”. Estou perdendo o autocontrole. Se é que, de fato, já tive essa coisa).

— Tá certo, mas a culpa disso tudo é de quem?
Minha! Apenas, é minha!
Não consigo descobrir( — ou finjo não ter descoberto) onde errei, qual o passo falso, qual a deixa… se é que isso realmente tenha sido uma falha. Entretanto, considerando que sim, foi um erro; talvez inconscientemente não queria me prevenir, e seguir adiante com desejo de desfrutar todas as coisas “boas”, sem temer os riscos que o avanço proporcionava.

— Se arrepende?
Complicado dizer. Costumo afirmar que as experiências, boas ou ruins, guardam ensinamentos que podemos agregar em nosso íntimo, e usufruir-los da melhor forma.
Creio que neste caso não deva ser diferente, apesar do curto contato ( — maioria não fisicamente), me foi revelado sentimentos e emoções em escalas muito diferentes das quais minhas experiências ( — minha realidade) demonstravam; mesmo ainda navegando no dilema de conseguir entender ou explicar tais situações, fica os ensinamentos aprendidos, especialmente o de: como é “sentir” o que foi ( — é) sentido.

— Não respondeu a pergunta anterior. Se arrepende do acorrido?
Não!!

— O que vai fazer daqui pra frente?
Não sei, “vida que segue?”. Não da pra ficar parado no tempo, algo precisa ser feito, deveras; mas não sei o “quê” exatamente.
O viver é fluido e aleatório, haverá outras experiências, boas e ruins, cabe ficar esperto para absorver os ensinamentos destas.

— Porque tá falando tudo isso? É um desabafo?
É um desabafo.
Isso é sufocante, meus sentimentos me sufocam, preciso expelir antes que morra.
( — que poético, romântico e ao mesmo tempo sádico. Só que é real. ( — ôh deus, é real))
Possa ser que o grande problema (— ou grande solução?) seja que desabafei diretamente com quem motivava tantos sentimentos, gerando o acúmulo. Foi um desabafo ao vento.
No entanto, ele, o vento, absorve ou repele tudo?
São tantos questionamentos, poucas respostas. Muita confusão.
… sentia o esvaziar do meu “elixir” à cada palavra não correspondida. ( — frustração. Nossas expectativas nos pregam peças).

— Preciso sair, então, o que é que me diz pra finalizar essa conversa? Ou melhor, o que diria “pra quem” foi a deixa do “acúmulo de sentimentos”?
Muito obrigado!! ( — não é ironia não)
Realmente agradeço por tudo que foi trocado, tudo que foi dado sem ter retorno, de ambos os lados. Grato por tudo.
Posso até culpar minhas expectativas e sentimentos, mas admito que foi as melhores que criei e que já pude sentir. E tudo… sobre umas das mais interessantes que já conheci.

Eita, eu fui desmantelado. Minhas teses caíram. Não faço ideia de como por ordem nas coisas agora, mas… gosto de montar coisas, descobrir novos padrões, das aventuras que são descobrir e testar novas situações, e poder comemorar quando tudo estiver de novo organizado ( — pronto pra outra queda)

Isso me faz rir ^_^
A vida é engraçada e bizarra.
Um paradoxo.
Tudo faz sentido e ao mesmo tempo não faz sentido. E o legal da coisa é justamente isso.


Enfim, acho que é hora de finalizar…
Assunte, nunca imaginei que um dia escreveria a respeito disso, e tem que bem hoje escrevo algumas páginas, todas à mão! ( — escrevi no meu caderno)
Como a vida nos surpreende…

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