Dança das cadeiras

A verdade é que meu deslizar sobre a cidade mudou, não existe mais a pressa de outrora, me vi escutando nitidamente o barulho das rodas no asfalto molhado, tudo que ouço e leio está entrando através de um lugar diferente nas minhas entranhas, um canal mais poético, certamente, e me transportando para um outro lugar nunca antes visitado.

É que alguma coisa mudou profunda e definitivamente dentro de mim, e eu não sei bem como ou porquê. Mas é que viajar modifica mesmo tudo, as prioridades mudam, o ritmo muda, os amores mudam como uma dança das cadeiras pulsada pelo miocárdio.

Sobre o meu delinear na geografia do meu continuar vos falo “A vida em seus métodos exige calma” e continuo. Peço desculpa pelo meu fluxo de pensamentos nas cidades em mim, e me desperço.

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