Desculpa por sempre te enxergar como um fim, sem antes ter o zelo de analisar fria e racionalmente os meios.
Me desculpo pelo impulso dos protocolos, mas não como quem se culpa.
Nunca houve culpa quando se trata de você.
O que sempre existiu e existe é o olhar genuíno às vezes de meninas, às vezes mulher sobre a tua presença, nunca antes vista no delinear da cidade do Recife e na geografia de tantas outras cidades.
Você mexe comigo, menina.
Não sei bem o porquê através da ótica dos protocolos, mas meu ser mais puro conhece o enfraquejar um pouquinho os joelhos como diria Campilho, o arrepio, a vontade de saber sobre, de tá junto, recusa qualquer explicação. Isso sempre existiu.
À parte que me toca, abismada com a possibilidade de dar margem a qualquer envolvimento com um ser que mobilizava tanto, me vi sem enxergar os porquês não.
Confesso que me perdi um pouco, agi como não queria, comigo, contigo, e com as outras pessoas que até então cercam nossa narrativa.
