Desculpe o transtorno, mas preciso falar mal de você.

Hoje eu acordei meio Gregório Duvivier e pensei em você. Abri a droga do Facebook para ver se você tinha me respondido, minha ansiedade me corrói e eu odeio sentir isso.

Escuto Los Hermanos e penso que tudo poderia ser mais fácil, mas estou mais um Pierrot do que um sentimental. Penso que eu poderia ignorar o antiquado”olá” e usar o convencional”oi” ou até mesmo o ousado “eai” que seria frustrante porque eu não sou o cara que te manda “eai” e prossigo a conversa com segundas intenções, mesmo sabendo que o romantismo ficou bréga, não quero ser o cara que se auto-realiza em ter pego a loira gostosa da faculdade. E se isso for o novo “homem contemporâneo” puta que o pariu fujamos para as colinas aprendemos tudo errado.

Acho que meu erro não foi o primeiro”oi”, muito menos os assuntos que tratei com você, porque gosto de causar boa impressão e acho válido o máximo de esforço para manter a conversa no caminho certo. Fico pensando será mesmo que fui eu quem errei ? Não, certamente meu ego não irá admitir essas acusações, mas que droga todo meu esforço pode recompensar meu possível erro, que eu acho que foi criar espectativas demais para alguém que certamente está “whatever” para mim.

Acho que ao invés de ser um louco ansioso que precisa da sua atenção eu deveria ser o possível “homem contemporâneo” que é puramente frio e insensível a ponto de te chamar de linda só com a intenção de te levar pra cá. O que me resta é só refletir sobre essa droga incerta.

#A.R.

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