Colocando prioridades em ordem e atingindo objetivos rapidamente

Em pouco tempo criei rotinas saudáveis, bati meus recordes pessoais e tenho curtido a família de um jeito mais do que especial.

Coloquei na cabeça que em 2017 eu entraria na linha e atingiria meus objetivos. Em meu texto anterior falei sobre as resoluções para minha vida e agora falo sobre os objetivos físicos para este ano. O macro objetivo é ter muita energia e disposição para acompanhar o inesgotável gás que os filhos têm. E os micro objetivos são os números a serem atingidos, de maneira que eu consiga acompanhar o rendimento e assegurar-me de que estou no caminho certo (accountability).

Desta forma, os micro objetivos são:

  • Atingir 15% de gordura corporal
  • Treinar 5–6 vezes por semana
  • Ter gás para brincar com minha filha sem me cansar
  • Transformar em rotina todas as novas práticas saudáveis

A partir destas metas eu decidi correr atrás dos modos. Nunca gostei de fazer treino com pesos ou máquinas de academia. Por muitas vezes baseei meus treinos neste tipo de exercício, inclusive tive amigos que iam comigo à academia e me incentivavam bastante, mas a verdade é que nunca consegui ter prazer em fazer supino ou ficar empurrando ou puxando máquinas mudando o peso a cada série.

Em 2009 eu comecei com corrida a passei rapidamente a curtir, principalmente pelos rápidos resultados que atingi, tanto em rendimento quanto em perda de peso. Em 2013 foi quando conheci o CrossFit e ali descobri uma grande paixão. Dediquei-me muito nos meses em que pratiquei — passei a seguir a marca e seus eventos, inclusive li a biografia do maior nome do esporte, Rich Froning, e escrevi sobre isso -, mas infelizmente tive de parar quando mudei-me para os EUA. E o principal motivo foi o financeiro. CrossFit é caro no Brasil e nos EUA também e, quando mudei-me pra cá, ele definitivamente não estava entre minhas prioridades.

Depois de mais de dois anos aqui, o valor cobrado ainda não está em minha definição de aceitável, de forma que precisei buscar alternativas para a execução de minhas metas para 2017. A solução era adequar a corrida com algo que remetesse à satisfação que tinha ao fazer CrossFit. A solução a que cheguei foi o Freeletics, um aplicativo para celular que gera treinamentos funcionais baseados no rendimento do atleta e em uma crescente comunidade. Peguei a versão paga — chamada Coach — e dividi minha semana em dois tipos de treinos: Segundas, quartas e sextas reservadas para o Freeletics e terças, quintas e sábados reservados para a corrida.

(No meio de fevereiro de 2017 tive de pausar o Freeletics devido a uma lesão no ombro. Agora os treinos são de corrida a semana inteira, com treinos de tiro nos dias anteriormente dedicados ao Freeletics, juntamente com outros exercícios que consigo realizar, como flexão de braços e abdominais.)

Como somos apenas eu e minha esposa — grávida — cuidando de filha e dois cachorros, sem ajuda externa de família ou empregada doméstica, temos de fazer um trabalho em equipe. E, como eu trabalho fora de casa e minha esposa cuida de nossa filha o dia inteiro, decidi que eu precisava chegar do trabalho o mais cedo possível por dois simples motivos: ajudar com as tarefas do lar e ser um pai presente.

Para atingir tal objetivo, eu precisaria chegar a minha casa por volta das quatro da tarde, para ter tempo de curtir melhor a família e contribuir no que for necessário. O horário disponível para exercícios seria o mais cedo possível. Decidi colocar o alarme para as cinco da manhã todos os dias (segunda a sábado), ir para a academia, seguir para o trabalho e voltar para casa em um horário que me deixe boas horas para ficar com minha filha.

Escrevo este texto no início de março de 2017, e só tenho alegrias ao constatar que tudo tem sido muito bom. Consigo ajudar em casa, consigo me divertir muito com minha filha, ter tempo para minha esposa e, melhor que tudo, disposição para encarar diariamente a jornada de ser marido, pai, bom profissional e atleta amador.

O tempo passa, já estou na metade de meus trinta e, se não me cuidar desde então, meu corpo cobrará um preço caro mais tarde. Falei sobre detalhes desta minha rotina no podcast do Couve com Laranja e dou mais detalhes sobre todos os desafios pelos quais passamos aqui nos EUA.

Pra fechar, faltou apenas falar sobre alimentação. Sim, muito mais importante que exercícios, uma alimentação equilibrada é fundamental para que os resultados sejam atingidos e, mais do que isso, não sejam efêmeros. A estratégia eu utilizo há uns bons meses — uns seis, talvez — é a do intermittent fasting (jejum intermitente), em que fico dezesseis horas em jejum e me alimento em uma janela correspondente às oito horas restantes do dia. Difícil no começo mas rapidamente assimilado e tem me feito muito bem.

Em pouquíssimo tempo, já perdi 5kg, 3% de gordura corporal e bati por duas vezes meu recorde de 10k em corridas de rua. Com foco e disciplina, os resultados vêm.

Basta não desistir.

Se quiser me acompanhar, estou no Freeletics e RunKeeper, além de postar ocasionalmente por aqui no Medium ou no Couve com Laranja.