A estrela do “animal competitivo” Lucho

Meia argentino esbanja experiência e começa a ser decisivo na Libertadores

González foi o nome do gol que deu a vitória ao Atlético sobre o San Lorenzo. (Foto: Divulgação / Atlético)

“Estou mais confortável e me sinto mais à vontade”, foi o que Lucho González afirmou sobre o seu posicionamento mais recuado em relação ao lugar que normalmente ocupou em campo durante sua carreira. Em 2017, o jogador foi colocado em uma outra função, e o seu futebol começa a fazer a diferença para o Atlético Paranaense.

Apesar da confiança total e admiração declarada do técnico Paulo Autuori, Lucho não contava com grande carinho da torcida rubro-negra. Jogando como meia de armação, sua presença em campo foi bastante contestada em 2016. No início do novo ano, atuando na posição deixada por Hernani, as críticas não diminuíram. A sombra do garoto Rossetto, de grande ímpeto e disposição, serviu para deixar de vez a torcida com o nariz torcido.

Argentino foi decisivo nos primeiros jogos. (Foto: Divulgação / Atlético)

Chegou a Libertadores e a coisa começa a mudar. Qualidade, experiência, estrela. Os 36 anos de idade, metade deles como profissional, atuando em grandes clubes, dão a Lucho as credenciais que precisa para liderar. Campeão na França, campeão em Portugal, campeão na Argentina, campeão da América, campeão olímpico.

De Libertadores Luis Óscar González entende. De ser campeão, ele entende ainda mais. Com confiança do treinador, qualidade técnica e força de vontade, Lucho crava sua posição como uma das referências do Rubro-negro na temporada. Foi com estrela e oportunismo que o jogador marcou o gol da classificação atleticana no Paraguai, contra o Capiatá, e abriu caminho para uma vitória que não veio na estreia do Atlético na fase de grupos, contra a Univeridad Católica. Na Argentina, contra um adversário conhecido, já que Lucho foi revelado pelo Huracán, grande rival do San Lorenzo, a estrela brilha novamente.

Ao chegar no clube, Paulo Autuori classificou Lucho como “animal competitivo”. Pois é isso que o jogador demonstra ser, disposto a suportar qualquer pressão aos 36 anos para seguir brigando por um objetivo coletivo. Não é o jogador de 10 anos atrás, como muito foi dito, mas nem precisa ser. Com qualidade, experiência e liderança, Lucho ganha a confiança do torcedor e começa a ser decisivo para o Furacão na Libertadores.