Estudar pra quê?

Inscrições abertas para a próxima turma de Engenharia de Colocar Prego nas Havaianas Quando Arrebenta!

Recentemente andei pesquisando instituições de ensino aqui na minha cidade e nos entornos, para tentar dar mais um passo nos meus estudos em Design. Procurei de tudo, desde cursos de curta duração até pós-graduações. Resultado: nada interessante.

Agora, vamos aos dados.

No Brasil inteiro, temos cerca de 300 municípios com uma população maior de 100 mil habitantes. E dessas 300 cidades, eu vivo em uma das 40 que possuem uma população maior que 500 mil habitantes.

Eu moro em uma cidade com mais de 500 mil habitantes e não tem um curso sequer aqui que eu me interesse? Sério mesmo? Será que o problema é comigo, que eu não gosto de nada? Será que eu não pesquisei direito? Será que estou sendo muito exigente? Não é possível!

Ou será que é pelo fato de a minha cidade ser reconhecida apenas por causa de uma enorme fábrica de aviões e dezenas de outras indústrias, onde o único profissional que importa é o engenheiro de seja lá qual palavra vem depois. Ou seja, a minha cidade é uma grande padaria de engenheiros, onde, o forno são as universidades, o padeiro são as indústrias e o pão é o estudante que sai do forno e vai para as mãos do padeiro. Uhuul, vida boa! Vou ficar rico!

Nada contra essa área de ensino, pelo contrário. Acho bacana a cidade ter ciência e investir em um campo como esse. Mas a minha questão é outra: precisa ser o único?

Não sei se para outras áreas de atuação também é assim, mas pelo menos em Design, aqui não existem muitos aprofundamentos, como cursos voltados à gestão, inovação e até mesmo branding, e os poucos que existem deixam a desejar.

Será que pelo jeito nunca mais vou estudar nada?

E antes que digam que o estudo não fica só preso a universidades e afins, que eu não preciso disso se quiser mesmo aprender, eu digo que concordo em partes. Sim, posso estudar por conta própria, ler bastante, legal, show de bola. Mas ficar trancado em casa fazendo isso não vai me ajudar tanto quanto conviver e interagir com gente da mesma área que a minha, fazer contatos, compartilhar experiências com os professores, enfim, não ser invisível até que é bacana.

Bom, me restou pesquisar em grandes cidades, já que a minha pelo jeito é pequena. Pequena de mente, pequena de visão de mundo. Uma cidade dessa magnitude e com a quantidade de recursos que tem (Um dos 30 maiores PIBs do Brasil), poderia muito bem ser palco de uma infinidade de áreas de estudo e até referência em muitas delas, não em uma só.

E descubro que a minha cidade é de fato pequena quando comparo os valores dos cursos, de qualquer natureza, entre a minha cidade e uma São Paulo da vida. Mas acho que isso é assunto para outro momento. Em breve faço um texto dos cursos bacanas que encontrei por aí afora.

Desculpe pelo texto revolts, mas enfim, gosto da minha cidade, só que ela não colabora muito, e isso só contribui para o aumento da migração dos não-engenheiros.


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