Relatório Anual de (in)Satisfação

Por que, realmente, quando passar do dia 31 para o dia 1º, tudo vai ser diferente.

Nessa época de fim de ano, se tem algo que aparece muito nas timelines são posts reclamando de 2016, “pior ano ever”, “vem logo 2017”, “acaba mais uma reprise da Usurpadora mas não acaba 2016”.
O problema é que no mesmo período do ano anterior, as reclamações eram as mesmas. O que me leva a essa bela imagem do saudoso Senhor Madruga:

Calma, eu sei que essas coisas de “Meu Deus, Fátima e William se separaram, acaba logo 2016 que eu não aguento mais!” é só entretenimento e diversãozinha, ok. Mas o que eu vejo nas redes sociais é uma enorme gourmetização do sofrimento, onde é super descolado postar memes reclamando, dizendo que a vida tá uma bosta, etc, etc, etc. E funciona, pois esses posts viralizam facilmente.

O ano em que estamos não tem culpa nenhuma nos 10kg que você se comprometeu a perder, e no ano que vem terão que ser 20kg. Muito menos as notícias ruins que surgem na mídia durante o ano. Se prepare, pois 2017 também terá uma porrada de notícias ruins.

E isso chegou em um ponto onde as vezes eu me sinto mal em dizer que o meu ano foi fantástico, afinal, tem que ter sofrência, tem que reclamar, claro!

Se há nove meses me perguntassem se eu tinha feito a coisa certa largando meu conforto de casa pra me arriscar em território desconhecido sem quase nenhum planejamento, a resposta seria: “ah, sei lá né, estamos tentando, vamos ver como vai ser.” Se me perguntarem isso hoje, a resposta é: “PRA CARALHO.”

Os últimos meses foram bastante intensos, com muitos desafios e aprendizados, e que me deixaram com uma sensação gratificante que fez valer a pena todo o risco.

Fecho o ano em um emprego muito bom que me faz aprender algo novo todo dia e não me deixa estagnado na mesmisse. Fecho o ano tendo concluído mais da metade da minha pós-graduação. Fecho o ano sabendo que consigo me virar muito bem sozinho, obrigado, e com 0% de “paitrocínio”. Fecho o ano percebendo que mesmo estando em uma cidade onde as pessoas não são muito de conversar (risos) consegui fazer bons amigos.

A matemática é clichê, mas é a mais didática possível. Se você não tentar, automaticamente você não vai conseguir. Simples. E entre não tentar e não conseguir vs tentar e não conseguir, eu prefiro tentar, pois pelo menos uma história para contar eu vou ter depois e orgulho de dizer que tive coragem de lutar por algo que eu almejava.

No ano que está chegando, se deixe arriscar mais, mesmo que seja em coisas pequenas e controláveis. Tenha em mente que em uma hora ou outra, as coisas boas só irão acontecer se você tomar certas decisões que te tiram de sua zona de conforto.

Para fechar tudo isso: Eu concluí com êxito todas as resoluções que planejei no início do ano. Encerro o ano extremamente satisfeito. E espero que a maioria das pessoas que estejam lendo isso também tenham alcançado suas metas. Porém não vou fazer textão no Facebook como eu costumava fazer, pois lá a vibe é outra. Medium é mais legal.

E um feliz 2017!