Ranking Global de Competitividade e os desafios para o Brasil

O Brasil ficou na 80ª posição no ranking global de competitividade divulgado hoje pelo Fórum Econômico Mundial, que avalia 137 economias. Muitos celebram a quebra de um movimento de queda que vinha se instalando nos últimos anos, outros ressaltam a situação ainda precária do país em comparação com os demais membros dos BRICS, mas uma das principais oportunidades que temos é a de fazer uma autocrítica diante dos rankings individualizados de cada um dos fatores avaliados.

Nosso país é o 10º colocado em tamanho de mercado — nosso indicador mais destacado — o que demonstra um potencial econômico ainda não plenamente realizado. Quando observamos nossos piores indicadores encontramos nossas Instituições (109ª posição), nosso Ambiente Macroeconômico (124ª posição), nossa Saúde e Educação Básica (96ª posição), a Eficiência do Mercado de Bens (122ª posição), a Eficiência do Mercado de Trabalho (114ª posição) e o Desenvolvimento do Mercado Financeiro (92ª posição).

Nossa posição em Educação Superior e Treinamento (79ª posição) e Inovação (85ª posição) estão bem próximos da nossa posição geral, mas ainda estão longe do ideal.

Todos os indicadores negativos apontam problemas reais do nosso País, da nossa sociedade, que precisam ser enfrentados. Não adianta simplesmente aceitar o status quo e lamentar nossa sina, precisamos transformar nossa indignação em ação para mudar esse contexto.

O governo exerce papel relevante na melhoria destes indicadores, em especial no que se refere à solidez das nossas Instituições, ao Ambiente Macroeconômico e à Saúde e Educação Básica. É preciso ressaltar que grande parte dos serviços essenciais prestados à população são prestados pelos Municípios, que no atual modelo de pacto federativo estão sujeitos ao mecanismo de centralização dos recursos no Governo Federal e regras de distribuição que permitem a existência de Municípios que se sustentam apenas sobre o repasse de recursos federais. É preciso fortalecer os Municípios no âmbito do pacto federativo, para que eles consigam entregar os serviços de que sua população precisa através de uma gestão mais eficiente dos recursos oriundos da riqueza produzida em suas divisas.

Parte do papel do governo é também fazer com que parte da riqueza arrecadada na forma de impostos retorne na forma de investimentos para o fomento do desenvolvimento — investindo em infraestrutura, fomentando a pesquisa e a inovação e melhorando processos através de inteligência e tecnologia, reduzindo as perdas de tempo e dinheiro causadas pela burocracia.

Para que as Instituições se aprimorem, porém, a sociedade precisa tomar consciência do seu papel e se tornar protagonista no ambiente político(…)

Havendo este retorno, ocorre um fortalecimento da sociedade civil e do mercado nacional, que se traduziria na melhora do nosso Ambiente Macroeconômico. Para que as Instituições se aprimorem, porém, a sociedade precisa tomar consciência do seu papel e se tornar protagonista no ambiente político — uma possibilidade potencializada através das inovações tecnológicas que permitem a participação direta do cidadão, como os aplicativos de zeladoria participativa e de participação online dos eleitores nos debates sobre projetos de lei e outras decisões que impactam a vida de todos.

A participação por si só não trará a mudança necessária sem ser acompanhada por uma guinada na nossa visão de sociedade, assumindo o desafio de sair da nossa esfera individual para pensar o coletivo — e pensando o coletivo desenvolver respostas que tragam não o maior benefício para uma determinada pessoa ou grupo, mas para a sociedade em geral.

Em todas as áreas em que estamos com maior deficiência temos grandes oportunidades para melhorar, e isso passa pelo desenvolvimento de novas soluções que dificilmente virão do governo isoladamente. Os brasileiros precisam pensar, viver e investir em soluções para o país — investir não só dinheiro, mas neurônios, suor e voz. É solucionando problemas que a economia se move. Mãos à obra! #HandsOn

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