um titled

so i caught myself wondering if i should write my first medium story in english or in portuguese. eu realmente não sei. english is somehow faster, maybe because it’s too simple. já o português não. ele me soa correto, pausado e até formal. talvez seja justamente o meu conhecimento mais profundo da minha língua-mãe, o que faz muito sentido. my english seems to be a part of another side of my soul. i can express myself with a kind of irresponsability, as if i had no commitment with it. words flow in such a way that makes me talk about dark and sad stuff with a tone of mistery, just like being inside a shadow. putting this way it may sound like english is my mask.

faz sentido. o português parece cobrar um tipo de sinceridade minha. não é fácil nem agradável dizer as coisas de forma mais suave e fria com o português. sinto que tô mentindo. comparando textos nos dois idiomas, consigo notar o tom de desabafo e o nível de exposição em um, while in the other, the reading becomes so easygoing and unpersonal. it feels like i’m not even talking about myself. it’s a character. i honestly don’t know which is best. people usually don’t like drama, so i tend to believe that the english texts are better. the writing improves because the emotions are controlled.

no entanto, eu suspeito que o fato de pensar em português faz com as coisas saiam mais sem filtro, como se eu realmente estivesse me abrindo. então por não haver esse curto espaço de tempo a mais que existe com o inglês, eu sinto que tô soltando as sensações e pensamentos de uma forma muito mais impensada. como se o português fosse muito coração e o english a bit less. both are full of blood. i consider myself a inteligent person but that doesn’t make me rational. as a matter of fact, i’m far from it. might sound a cliché but i’m really feel that my major engine is emotion. the other day i was editing a shortfilm of mine and i really felt that sense of excitment through the whole process, even though i was reasoning the logic of all the ideas behind each take, all the expression that each frame and cut would provoke on a viewer. so the passion was there from second zero until the very end of it, when the time of watching it on some public page arrived.

talvez seja o fato de estar começando a realizar minhas coisas. é um tanto quanto emocionante ver seus anseios e suas visões internas tomando forma fora de si. me tocou poder ver aquilo que em determinado momento nasceu na minha cabeça e agitou meu coração passando a existir no mundo e não mais só dentro de mim como algo inacabado, tão irreal quanto a hipótese de cogitar realizar o vídeo em questão. pra falar a verdade agora já começo a duvidar se a emoção veio de experiência em si ou da minha inexperiência, do amadorismo. acho curioso como essa palavra amador carrega sentimentos. ama e dor. é justamente isso. que eu não deixe de sentir isso quando, daqui há uns dois, três, quatro anos, me certificar de intitular-me profissional. duvido. esse papo se encaixa exatamente no que disse sobre ser dramático ao escrever em português. even though i’m not sure.