Último dia mesmo, gente

Arrumação geral nas malas, enquanto uma garoa rara e bem fina caía por Miraflores. Check-out realizado e malas guardadas para pegarmos ao fim do dia, antes de irmos ao aeroporto.

Frank Fernando, motorista do Uber, levou-nos novamente a “El Pan de la Chola”. A visita ao céu dos pães rendeu mais gostosuras. Confirmamos a programação e rumamos ao Museo Nacional de Arqueología, Antropoligía e Historia de Perú, em Pueblo Libre.

Josue Daniel, nosso novo motorista, perguntou-nos se tínhamos alguma preferência musical. Acelerei o processo inevitável e perguntei: “Años 80, tiene algo?”. Não foi difícil para ele sintonizar numa das centenas de rádios do gênero em Lima. Ouvimos o programa Mañanas de Oro, en la Radio Magica FM.

O museu tem 26 salas. Lembro de ter percorrido o máximo delas, mas não posso dar certeza. A maioria das salas tem cheiro de mofo e o ar mais pesado. Tirando isso, há muita história pra contar. Conhecemos mais sobre o passado dos povos peruanos, inclusive, o costume curioso do povo Paracas de alterar o formato de suas caixas cranianas por motivos de status social. Faziam isso nas crianças desde cedo. E vocês reclamando dos costumes contemporâneos.

Quando eu vejo uma coisa dessas, sempre penso no esperto que tentaria burlar as regras sociais. Quantos malacos não terão tentado alterar a cabeça dos filhos nessa época pra incluir a molecada na sociedade? Vai saber…

Há a parte do Peru colonizado também. É muito impactante a história. Em comparação a nós, os peruanos (nascidos na terra) tiveram uma participação de liderança na luta pela independência. O fato de terem traços culturais até hoje dos povos autóctones deve ter muito a ver com isso.

Saímos atrás de Wi-Fi para acessarmos o Uber e achamos em um restaurante baratinho. Fomos almoçar em um restaurante cuja promessa era ser chinês/peruano. Foi mais chinês que tudo, inclusive, posicionado sobre um dos muitos cassino se Lima, mas não foi tão bom. Voltamos andando para o hostel, onde estava guardada nossa bagagem. Mas antes paramos no Museo del Chocolat, uma loja onde tudo é achocolatado

Pegamos as malas no hostel, despedimo-nos da Dri e do Cássio, que compraram passagens de volta “erradas” e vão embora apenas amanhã, e entramos em nosso táxi de 45 soles chamado pela equipe do albergue. Na orla, anúncios de rotas de fuga em caso de tsunamis/terremotos me fizeram lembrar que não tivemos que passar por nada disso. Segundo a Érika, houve apenas um terremoto por aqui em 2015. A média é de uns 12 por ano.

Em meio a buzinadas peruanas, cortadas agressivas e trocas de mensagens pelo WhatsApp, nosso motorista nos fez chegar ao aeroporto. Após aquela passada pelo freeshop, a mentira que todos gostamos de contar a nós mesmos, aguardamos nosso voo, que demorou a achar seu portão de embarque, mas teve um atraso mínimo. Fizemos um lanchinho cobrado em dólares. Doeu.

Chegamos ao Brasil às 5h50, em Guarulhos. E partimos para nossa conexão a Brasília… em Congonhas. Algumas emoções durante o deslocamento em curto espaço de tempo depois, embarcamos. Voo tranquilo a Brasília. Estamos em casa.

Viajar é bom demais, e ainda melhor com pessoas queridas. Que venham os próximos desafios e as próximas viagens.

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