Como se sente quem não sente.

Eu não me importo.

Às vezes me obrigo a importar para não soar tão desajustado.

Às vezes me importo.

Vivo num mundo meu. Meu e de todos.

Todos que me olham, todos que me escutam.

Penso nos que me olham, e nos que me escutam. Será que estão pensando em mim?

Finjo que não ligo. Finjo que não sinto.

Sinto que não sinto.

Complicado, né?

Não amo ninguém, mas me amo. Então amo todos.

Cuidado ao me amar. Mas me ame, por favor. Preciso de amor.

Gosto do jeito que eu desanimo antes de terminar as coisas; como, por exemplo, este texto.

Gosto de mim.

Gosta de mim? Eu preciso…

Pode entrar no meu mundo, têm meus eus e inconstâncias.

Desculpe qualquer coisa, fique à vontade. Repare na bagunça, não tente arrumá-la. Pois demorei a ajeitá-la assim.

Clichê?

Me derramo nas palavras e vejo que todos são assim, um pouco iguais a mim.

O que é mais clichê que ser?

Este, talvez, seja o sentido da vida: segurar o amor no colo e assistir o vento passar; assim mesmo, invisível. Imaginando sua forma. Sentindo-o no rosto.

Esta, “o vento”, é a metáfora mais breve que permeia o significado da vida. A brisa sempre presente, sempre sensível, mas nunca visível.

Eu e essa mania de contradições.

Nós e essa mania de contradições.

Este sou eu, que nem sei quem sou.

Estes somos nós, que nem sabemos quem somos.

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