Fumaça

Um cigarro aceso de brasa alaranjada.

Os olhos observam a fumaça que se libera daquela ponta acinzentada.

Livre. Voa e some.

Ninguém percebe.

Todos a conhecem; sabem seu nome. A Fumaça sobe e some.

Voa por ai, sem rumo. Sem volta.

Cosmopolita.

Se perde sem mesmo saber o que é perder.

E morre sem mesmo saber o que é nascer.

Todos querem ser iguais a ela.

Fumaça que voa e viaja sem rumo.

Faz do mundo sua casa. E acaba.

Queria ser como a Fumaça.

Ter facilidade em me desprender.

Assim como abandono a ponta de um cigarro num cinzeiro qualquer.

)

Rodrigo Dall' Acqua

Written by

Crônicas acquáticas.

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