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morro acima caminhamos novamente
alta umidade, salpicada em relva
como mais cedo, onde nos cantos respiravam
teias, sob todo o campo
estendidas para além das
I.
jornada natimorta, só de ida
sim, em casa, em casa
paz prometida
enquanto a lua desliza sob o sol nascente, dor entre as colinas
meu sangue corre
lento
um corpo abaixo
sinto-me afastado
de veias abertas
enquanto o sol e o tempo passam por mim
debochados, os feitos da natureza
tenho tudo em uma mão
E nada na outra
Um maço de cigarro no bolso
Uma linha que separa
As cinzas que inalo
as mágoas que perdôo
sou serpente pelo chão sujeito à obsessão do momentoescravo da angústia e do tormento
vivo num lugar qualquerda américa latinavejo a luaque acaricia os ritmose a chuva escoltadapelo calortrazendo lembranças vazias