(di)visão

o mundo, esse aglomerado teleguiado por fantasmas
e outras assombrações do dia-a-dia,
não passa de uma barata miragem, 
um palco ideológico
sem começo, 
nem fim

No meu recorte, 
mísero, mas
não menos inquieto,
me perco nas formas, 
em alegorias perversas:

a sutileza do parquet,
o contorno da estante,
o breve andar do gato,
no café barateado à mesa,
em memórias de outrora,
e no som do vento,
que mais assemelha-se a um uivo
do mais longínquo horizonte.
estético quanto possível,
de veias abertas,
nas sombras da rotina:
sempre distante.

pelos cantos na natureza,
jaz algo de desumano

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