personas
sobre os tempos de hoje,
eis que nada há para oferecer
senão uma visão,
poetizada e desencantada;
palavras ao vento, vivemos o auto-engano, obscurantismo hedonista e obsoleto (habitual);
a morte filosófica do ser,
da velha retórica,
o lirismo do poeta solitário;
hoje, do mundo liquidado,
visitamos ainda rimas, delírios
superficiais mas promissores, o futuro profético
entre mar-qui-ses
e edifícios ao fogo,
(((versos secularizados)))
mausoléu anti-metafísico
que vos aguarda:
eternos vassalos do tempo