Espada de madeira

Já prestou tanto favor que se tornou uma obrigação?

Pois bem, há quem nasça escravo e há quem nasça senhor.

A cada gentileza cedida, fizeram com que até o amor fosse obrigação.

Não! Não quero te amar.

Não quero Também que me ame para fazer as pazes com seus santos.

Não serei ingresso para teu céu.

Declaro guerra a quem finge me amar.

Não sou escravo de ninguém, ninguém é senhor do meu domínio.

Sei o que devo defender e temo o que agora se desfaz.

Metal contra as nuvens na veia.

Arre! É hora de revoltar.

Voltar novamente.

Voltar a ser quem sempre fomos.

Ah, como eu admiro olhos selvagens em bicho tão manso.

Arre! Escravo que se presta não passa de um colecionador de lembranças.

Vive de farelos e come com os animais em canto qualquer.

Herdeiro do nada, resta-lhe somente coragem.

Ah, como eu quero ver todo escravo calçado.

As palavras que hoje me encabulam, ainda que façam-me avulso na vida, trazem um leve sorriso no rosto deste servo que ninguém pode tirar.

Princesa Isabel, SunTzu e Maquiavel, rogai por nós.

Like what you read? Give Rodrigo Herthel a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.