Libertas tamem

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, frase celebre de “o pequeno príncipe”, é a coisa mais covarde e injusta que já vi.

Vejo isso cotidianamente em redes sociais por gente que precisa se ancorar no passado.

Você já uso essa frase?

Então vamos lá…

Quem sou eu para refutar Antoine de Saint-Exupéry, mas é fato que ser eternamente responsável por qualquer coisa aprisiona, atribui culpa, não ajuda que os nós sejam desatados e nem mesmo que as cicatrizes sejam curadas.

Eternamente é muito tempo…

Amor não é isso.

Não de onde eu venho.

Por falar em amor… ah não, deixa!

Não é porque sou de virgem, mas falar sobre as diferenças entre os deuses Eros e Ágape, me dá vertigem.

Amor palavra que liberta, já dizia o profeta, bla bla bla…

Por isso, desejo que todo homem seja capaz de ser feliz por si só, sem depender de quem tenha o cativado ao longo de seu caminho.

Desejo que todo homem depois de se julgar livre, perceba que sua própria liberdade o aprisiona, pois tudo que se faz é para defende-la assim como se defende uma rainha punitiva.

Verás que o próprio desejo de se manter livre sufoca.

Cria-se uma obrigação de não ter limites e uma tendência a não assumir compromissos.

Por isso desejo que todo homem não perca a fé ao perceber que não é possível ser verdadeiramente livre.

Que nesse momento tenha maturidade para identificar que no bem também existe um lado mal, e que para nossa frustração, no mal também existe um lado bom.

Acredite meu irmão, nessa altura do campeonato entende-se completamente que é possível ser livre mesmo em uma cela, ou ser prisioneiro no alto do pico da bandeira, sozinho, tomando vento na cara.

Experimente!

Daí, todo homem perceberá que casamento não aprisiona, filhos não aprisionam, trabalho muito menos.

Talvez, liberdade seja mesmo uma utopia.

Algo que não existe em totalidade enquanto haja vida.

Mas não precisamos que nos atribuam a responsabilidade por aquilo que cativamos.

Então raposa do pequeno príncipe, vai se fuder

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