Vejam só, um texto seu que não é necessário um curso na NASA para entender. 😛
Ana Paula Fernandes Ventura
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Às vezes eu escrevo diferente!

Sobre seus pontos, eu discordo que a publicidade seja moralmente condenável (ou justificável, no que vale completar) absolutamente. Também discordo da associação direta entre publicidade e capitalismo.

Quando falei sobre a evolução ser positiva, eu quis dizer não que positivava a publicidade em si, mas que (por conta de nossos esforços e pressões, enquanto consumidores) a relação das pessoas com a publicidade estava ficando menos tóxica. Porque criamos um entendimento mais aprofundado sobre estes assuntos, exigimos mais e temos um padrão mais alto para o conteúdo publicitário do que tínhamos antes — e por isso estamos nos livrando, em alguns mercados de nicho, de certas pressões que a publicidade reforçou por décadas, como a do culto ao corpo.

Concordo que a publicidade sempre é ambivalente, mas acho que, tanto quanto podemos diminuir o açúcar, podemos, ao ter consciência do fato, pressioná-los para diminuir também o sódio. A publicidade, enquanto meio de campo entre o produtor e o consumidor, é obrigada a atender certas demandas de ambos os lados (embora sempre penda mais para o produtor, se não agradar um mínimo o consumidor, ela não vende). A arma que temos para lutar contra esses joguetes de manipulação é, justamente, a consciência sobre esta manipulação.

No mais, que bom que você gostou desse! hahaha