Não conheço nenhuma das referências que você citou, vou atrás de todas. Confesso que quis apresentar uma versão o mais neutra e simplificada o possível aqui. O livro do Paul Mason que citei chega a explicar bastante a cultura do proletariado do século vinte e eles estavam realmente muito longe de serem vítimas passivas. Existem certas passagens do livro em que você chega a ter dó dos donos das fábricas, como se eles estivessem na condição de oprimidos, especialmente nos países onde o movimento sindicalista foi realmente muito forte como a Inglaterra.
Acredito que o Estado vá servir mais como um complemento ao que já escrevi nessa primeira parte, pelo que você disse sobre o tema. Talvez O Martelo da História me auxilie na terceira parte (a primeira parte é sobre os “nobres decadentes” capitalistas tardios, a segunda será sobre os “burgueses em ascensão” já vivendo na transição para o pós-capitalismo e a terceira, onde esse texto pode entrar, será da relação, parasitária ao mesmo tempo que conflituosa, entre esses dois grupos). No final da última parte, pretendo fazer uma “bibliografia básica” com mais material de aprofundamento do estudo e acho que vou colocar essas duas obras que você indicou.
Agradeço muito pela leitura, resposta e, especialmente, pela contribuição.
