Se Fosse Doce

Daqui.

Olhei, estudei, evoluí, escutei, cresci;
fiz do seu espaço também meu, encontrei empático alento naquilo que até então era só teu, fiz verdade a sua verdade, fiz real a tua vontade;
também fiz verdade de minha vontade, de realizar contigo, de tornar mais contigo, de viver contigo, de encontrar beleza contigo;

amei, amo e amarei, mas encontro no impasse o difícil momento de considerar: para sermos os dois juntos, preciso me renegar?

Há de ser o amor só empregado, resultante do obedecer das ordens, passível de gerar demissão caso não se cumpra sua função?
Por acaso é impossível no amor, volta e meia, dizer não?
No de ter de escolher, na amargura, seria querer respeito uma loucura?
Caberia amor no espaço entre, no pedido, no aviso exigido?

O amor sobreviverá, certamente.
Só tomara que não só na mente.

Haverá lugar para vivermos e sorrirmos quando a manhã dos dias difíceis vier com as primeiras frustrações ao esperado?
Ou sucumbiremos iludidos por utópico amor imaginado?
Onde estaremos, onde sorriremos?
Onde colocaremos o amargo, onde deixaremos o doce?
Aqui, no que há, ou na mente, na expectativa, no que gostaríamos que fosse?