Seiva e Sangue

Retirado do Pinterest, disponível aqui.

Crianças que se perderam na vastidão do mundo,
Desceram das próprias consciências desejando espelhar
A vida fácil de seus simpáticos e simples cães,
Mas na fuga por não terem mais dor, perderam também o prazer;

(pois não há nenhum dos dois 
sem o referencial de ambos
e a maior dor que já sentistes contrasta 
com o polo oposto do maior amor)

Agora nada mais sentem, porque nada mais sabem,
Foi um erro, talvez, algum dia terem sabido e sentido
Talvez tenham sido só outro beco sem saída evolutivo
E o verdadeiro valor tenha de fato sempre repousado
No silêncio inconsciente da longeva vida velha das árvores;

Irônico perceber que trabalham a destruir o mundo
Invejosas das tais belezas que sequer sabem que são belas
Na visão destas destrutivas criaturas simiescas
Que seguem buscando letargias que as afastem 
Das consciências doloridas de si mesmas,
Implorando aos urros por um só momento de mente quieta,
Se esforçando arduamente em conquistar a involução
E a irresponsabilidade dos próprios atos de um cão,
Que supostamente as aproxime da beleza de ser natureza,
Com artificial verde digital, estética que evoca o natural,
Plástica versão, emulando o mundo com mentiras e ilusão…

Como estas criaturas de sangue quente invejam
A frieza da seiva das árvores que com ódio desmatam!